Clara Zatkin, a mulher que idealizou o "8 de março"

Ela foi a uma das principais ativistas na luta pelos direitos das mulheres no VIII Congresso da Internacional Socialista

Da Redação
08/03/2025

Copenhague, 1910. VIII Congresso da Internacional Socialista, onde ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres. Na frente, Alexandra Kollontai e Clara Zetkin

O 8 de março é um marco importante na luta pelos direitos das mulheres, com suas raízes em movimentos internacionais na Europa e nos Estados Unidos. A principal figura por trás da criação do Dia Internacional da Mulher foi Clara Zetkin, feminista e sufragista alemã, que em 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, propôs a criação da data comemorativa. Seu objetivo era promover manifestações anuais por direitos iguais e o voto feminino, sendo a celebração inicialmente apresentada em 1911 em países como Alemanha, Dinamarca, Suíça e no Império Austro-Húngaro.

Clara Zetkin, nascida em 1857 na Alemanha, foi uma das principais vozes do movimento socialista e feminista. Membro do Partido Social-Democrata da Alemanha, ela defende a união do socialismo com a luta pelos direitos das mulheres, criticando o feminismo burguês e seu afastamento das questões sociais.

Exilada em Paris durante a repressão aos socialistas, ela se envolveu na fundação da Segunda Internacional Socialista, onde foi uma figura central, destacando-se como defensora dos direitos das mulheres e do socialismo

Exilada em Paris durante a repressão aos socialistas, ela se envolveu na fundação da Segunda Internacional Socialista, onde foi uma figura central, destacando-se como defensora dos direitos das mulheres e do socialismo. Participou ativamente dos Congressos, promovendo a igualdade de gênero e a integração das trabalhadoras na luta de classes. Mais tarde se tornou editora do periódico socialista "Die Gleichhei” (A Igualdade).

Em sua trajetória política, Zetkin se opôs à Primeira Guerra Mundial e, em 1919, ingressou no Partido Comunista da Alemanha, pelo qual foi deputada até 1933, durante a República de Weimar. Sua última posse pública foi em 1932, quando discursou contra o fascismo no Reichstag. Com a ascensão de Hitler, foi forçada ao exílio na União Soviética, onde faleceu em 1933.