Machismo predomina nas relações de trabalho em Mato Grosso do Sul
Ainda são recorrentes casos de assédio sexual no trabalho, exploração do trabalho escravo e do trabalho infantil feminino
Sandra Luz - 08/03/2025


Traços de machismo ainda evidenciam a relação do trabalho em Mato Grosso do Sul. Essa é a reflexão compartilhada por Elenara Baís, diretora da empresa Vitória Humana e especialista em seleção de pessoas há 25 anos. Na visão da profissional, as mulheres enfrentam um mercado de trabalho complexo em diferentes segmentos de atuação.
Elenara explica que, apesar do avanço na ocupação de cargos de média e alta gestão por mulheres, ainda há traços machistas enraizados no ambiente corporativo. "O assédio segue sendo um problema recorrente e exige das profissionais estratégias de autopreservação e uma constante necessidade de provar competência ‘apesar de ser mulher'", destaca. Esse cenário varia conforme as características culturais de cada setor e o nível de escolaridade, embora a segurança em relação a isso ainda não seja garantida.
A recrutadora reconhece os avanços e acentua que devem ser celebrados. Um dos pontos mais relevantes é o reconhecimento crescente das qualidades femininas na gestão de pessoas. Na avaliação dela, características como empatia, sensibilidade e um olhar mais humanizado vêm sendo cada vez mais valorizadas e incorporadas à administração de equipes, inclusive por gestores homens. Essa mudança cultural representa um avanço significativo na busca por um ambiente de trabalho mais equitativo e inclusivo.
"O assédio segue sendo um problema recorrente e exige das profissionais estratégias de autopreservação e uma constante necessidade de provar competência ‘apesar de ser mulher'"
Elenara Baís


Outro fator que transforma o cenário, conforme Elenara, é a postura das novas gerações, especialmente da Geração Z, que não aceita mais práticas de gestão autoritárias, tradicionalmente associadas a um modelo masculino de liderança. Essa resistência a condutas ultrapassadas contribui para a construção de um mercado mais flexível e respeitoso, onde a diversidade de perspectivas agrega valor ao ambiente profissional.
Elenara Baís enfatiza, ainda, que as mulheres têm uma forma própria de enxergar e sentir o mundo, e essa diferença, quando respeitada, enriquece o mercado de trabalho. Para ela, em Mato Grosso do Sul, essa transformação já pode ser percebida, e a luta por um ambiente mais igualitário segue em ritmo constante, com avanços que devem ser reconhecidos e celebrados.
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